|
|
|
27-12-2007
|
|
A Fisioterapia Auxilia na Regeneração de Neurônios
|
Uma pequisa feita nos Estados Unidos conseguiu comprovar que os exercícios físicos têm a capacidade de estimular neurônios danificados a regenerar seus axônios, os prolongamentos responsáveis pela comunicação entre as células nervosas.
Segundo a Agência Fapesp, a descoberta traz dados sobre os mecanismos da plasticidade sináptica, a capacidade neurológica de criar ou eliminar conexões por meio do uso.
Pesquisas anteriores mostraram que, após a atividade física, os níveis de neurotrofina - fator que promove a sobrevivência dos neurônios e possivelmente regula a plasticidade sináptica - aumentam na medula espinhal e nos músculos esqueléticos.
Para investigar se as mudanças nos níveis de neurotrofina afetavam a plasticidade sináptica, foi acompanhado o crescimento de neurônios sensoriais em camundongos que ficavam em gaiolas com rodas de exercício por até sete dias.
O cientista Jeffery Twiss, do Hospital Infantil A.I. du Pont, em Wilmington, e três colegas da Universidade da Califórnia em Los Angeles, observaram que os animais que se exercitaram apresentaram um crescimento maior nas extensões conhecidas como neuritos.
Outra descoberta importante foi a de que o crescimento dos neuritos correspondeu proporcionalmente à distância percorrida pelos camundongos. Para determinar se os exercícios poderiam também estimular a regeneração dos axônios, os pesquisadores comprimiram os nervos ciáticos dos animais que se exercitaram sete dias antes.
De acordo com o estudo, significativamente mais axônios de nervos ciáticos se regeneraram em camundongos que se submeteram a exercícios em comparação com os sedentários.
"Os resultados indicam que a atividade física voluntária pode induzir neurônios sensoriais adultos ao aumento da regeneração axonal", escreveram os autores.
O estudo será publicado na edição de 1º de junho da publicação Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Enviar comentário
- Ler comentários (0)
| |
21-12-2007
|
|
Dicas e Recomendações para um Verão Saudável
|
- Faça refeições leves, dê preferência a frutas e verduras, seu metabolismo, não ficará sobrecarregado;
- Aumente a ingestão de água, com o aumento do calor, aumenta a transpiração e se corre o risco de desidratação;
- Evite perder várias noites de sono seguidas, pois alterará seu metabolismo piorando seu desempenho no trabalho e na vida diária;
- Evite o consumo excessivo de álcool, pois o mesmo provoca desidratação, intoxicação hepática e acidentes de trânsito;
- Faça uma consulta com seu dermatologista, para a indicação do filtro solar indicado para sua pele;
- evite horas prolongadas de exposição ao sol, que pode provocar câncer de pele e queimaduras;
- Evite mergulhos em locais desconhecidos;
- Cuide bem das crianças, pois o risco de desidratação é maior.
No mais um excelente verão, mas lembrando que prevenir é melhor e mais barato que remediar!
Por: Edimar Meireles Gonçalves
Envie suas perguntas que irei responder. Clique aqui.
Enviar comentário
- Ler comentários (0)
| |
23-11-2007
|
|
Como você pode definir ser uma pessoa saudável?
|
Preliminarmente há que se definir claramente sobre o que estamos falando e os objetivos que pretendemos atingir, ou seja, discutir um sistema de saúde que tem como objeto de trabalho o processo saúde-doença, em sua complexidade e abrangência, e seus determinantes das condições de saúde da população.
Desse modo, a saúde deve ser entendida em sentido mais amplo, como componente da qualidade de vida. Assim, não é um “bem de troca”, mas um “bem comum”, um bem e um direito social, em que cada um e todos possam ter assegurado o exercício e a prática do direito à saúde, a partir da aplicação e utilização de toda a riqueza disponível, conhecimentos e tecnologia desenvolvidos pela sociedade nesse campo, adequados às suas necessidades, abrangendo promoção e proteção da saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação de doenças. Em outras palavras, considerar esse bem e esse direito como componente e exercício da cidadania, que é um referencial e um valor básico a ser assimilado pelo poder público para o balizamento e orientação de sua conduta, decisões, estratégias e ações.
A partir daí, deve-se perguntar: afinal, o que significa esse processo saúde-doença e quais suas relações com a saúde e com o sistema de serviços de saúde?
Em síntese, em termos da determinação causal, pode-se dizer que ele representa o conjunto de relações e variáveis que produz e condiciona o estado de saúde e doença de uma população, que se modifica nos diversos momentos históricos e do desenvolvimento científico da humanidade.
Assim, houve a teoria mística sobre a doença, que os antepassados julgavam como um fenômeno sobrenatural, ou seja, ela estava além da sua compreensão do mundo, superada posteriormente pela teoria de que a doença era um fato decorrente das alterações ambientais no meio físico e concreto que o homem vivia. Em seguida, surge a teoria dos miasmas (gazes), que vai predominar por muito tempo.
Até que, com os estudos de Louis Pasteur na França, entre outros, vem a prevalecer a “teoria da unicausalidade”, com a descoberta dos micróbios (vírus e bactérias) e, portanto, do agente etiológico, ou seja, aquele que causa a doença.
Devido a sua incapacidade e insuficiência para explicar a ocorrência de uma série de outros agravos à saúde do homem, essa teoria é complementada por uma série de conhecimentos produzidos pela epidemiologia, que demonstra a multicausalidade como determinante da doença e não apenas a presença exclusiva de um agente. Finalmente, uma série de estudos e conhecimentos provindos principalmente da epidemiologia social nos meados deste século esclarece melhor a determinação e a ocorrência das doenças em termos individuais e coletivo.
O fato é que se passa a considerar saúde e doença como estados de um mesmo processo, composto por fatores biológicos, econômicos, culturais e sociais.
Deve-se ressaltar ainda o recente e acelerado avanço que se observa no campo da Engenharia Genética e da Biologia Molecular, com suas implicações tanto na perspectiva da ocorrência como da terapêutica de muitos agravos. Desse modo, surgiram vários modelos de explicação e compreensão da saúde, da doença e do processo saúde-doença, como o modelo epidemiológico baseado nos três componentes – agente, hospedeiro e meio –, considerados como fatores causais, que evoluiu para modelos mais abrangentes, como o do campo de saúde, com o envolvimento do ambiente (não apenas o ambiente físico), estilo de vida, biologia humana e sistema–serviços de saúde, numa permanente inter-relação e interdependência.
Alguns autores questionam esse modelo, ressaltando, por exemplo, que o “estilo de vida” implicaria uma opção e conduta pessoal voluntária, o que pode não ser verdadeiro, pois pode estar condicionado a fatores sociais, culturais, entre outros.
De qualquer modo, o importante é saber e reconhecer essa abrangência e complexidade causal: saúde e doença não são estados estanques, isolados, de causação aleatória – não se está com saúde ou doença por acaso. Há uma determinação permanente, um processo causal, que se identifica com o modo de organização da sociedade. Daí se dizer que há uma “produção social da saúde e/ou da doença”.
Em última instância, como diz Breilh, “o processo saúde-doença constitui uma expressão particular do processo geral da vida social”.
Por: Edimar Meireles Gonçalves
Envie suas perguntas que irei responder. Clique aqui.
Enviar comentário
- Ler comentários (0)
|
|
|
|