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26-06-2008

O perneta!

Pois é, vida dura essa! Vamos entender este título...

Há quase duas semanas atrás, estava eu jogando meu basquetinho de fim de semana. Já se passando mais de 2 horas de pelada, no fim da última partida e ganhando de uns 10 pontos de diferença... um atolado do meu time na disputa de um rebote se posicionou errado, e quando eu estava descendo do salto que havia dado, pisei o pé do muleke e capotei sentindo o pé virar 2 vezes.

Putz, não dá nem pra explicar a dor que senti, fiquei agonizando no chão sem deixar que ninguém tocasse no meu pé. Após uns 10 minutos ali, pedi ajuda para me levantar e me levaram para casa.

Sabe como é, peladeiro só corre para o hospital quando vê o osso pra fora da carne... como não foi isso que aconteceu..., fui pra casa mesmo e comecei um clico de 30 minutos de gelo com intervalos de 1 hora.

Apesar da dor, o pé estava normal até eu ir tomar banho, pois depois de uma ducha morna, o pé inchou.

Como isso foi pela manhã, e a dor continuou intensa até o outro dia, fui ao médico ortopedista. Depois de alguns exames, nada de fratura “ainda bem”, mas a torção foi feia. E o médico só deixou eu sair de lá de gesso, mesmo avisando a ele que alugaria ou compraria uma bota ortopédica.

Após 3 dias de calvário, pois usar gesso é uma merda, voltei ao médico com a bota ortopédica e pedi a ele autorização para retirar o gesso, pois tinha projetos em andamento na empresa e já havia adiado algumas reuniões que não poderiam ser mais empurradas para frente, pois tenho prazos e metas a cumprir.

Com a bota no pé e muleta nos braços, passei a ser considerado um deficiente soft, visto que meu problema é apenas momentâneo. Mas com isso, passei a perceber sob um ponto de vista real, a dificuldade que essa gente tem para andar nas ruas e tudo mais.

Como vivo minha vida entre Nova Friburgo e o Rio de Janeiro, percebi diferenças que chamam minha atenção nesta condição que me encontro. Calçadas planas, calçadas onduladas, rampas de acesso, escadas, elevadores, sinais de transito, a educação das pessoas ou a falta dela, tudo isso pode se tornar um grande problema quando se está assim.

Em Nova Friburgo, consegui me locomover pelas calçadas planas com mais tranqüilidade do que aqui no Rio, pois as calçadas onduladas, mesmo na zona sul, deixam o cara ainda mais tordo do que o estado que ele se encontra, como cito abaixo alguns casos:

a) No meu dia-a-dia de trabalho, já ficava puto com a forma que as pessoas estacionam seus carros aqui na rua da Gama Filho..., estando com a perna ruim, fiquei irado, pois além das calçadas, onduladas, íngremes e esburacadas, ainda tem a porra dos carros pra atrapalhar o sujeito.

b) O sinal que fica em frente a estação do metrô Cardeal Arco Verde na rua Barata Ribeiro, é um pedido pra ser atropelado, pois 5 segundos já era um espaço muito curto de tempo para um cara normal, pra mim agora estando perneta, é um piscar de olhos.

c) A educação de algumas pessoas, deixa a desejar, pois poucos são solidários.

d) As estações de trem não possuem rampas de acesso, somente escadas. Digo isso, já dentro das estações no acesso as plataformas.

Não quero ficar aqui enumerando problemas, quero sim, é conscientizar as pessoas que devemos ter mais cuidado no tratamento e no zelo das vias publicas em favor de pessoas deficientes e idosas, pois todos nós seremos idosos nessa terra desvairada.

Observação: A foto deste post foi tirada em frente a faculdade Gama Filho na Piedade.

[]´s a todos!!!

Postado Originalmente em: http://vidaurbanaesuburbana.blogspot.com/

 

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04-06-2008

Os domingos precisam de feriados!

Como escreveu o rabino Nilton Bonder em recente artigo, os domingos precisam de feriados. Ainda:

" Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta. Hoje, o tempo de 'pausa' é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações 'para não nos ocuparmos'. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. (...)

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme.(...)

Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado (...)

Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...

Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. (...)

Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar."

Abraços a todos,

Jefferson Estanislau
Apenas nada convencional
http://www.portalitaocara.com

 

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01-04-2008

O que a pressa não faz!

Hoje foi uma loucura... nesse corre corre da vida urbana, acontece de tudo, e a gente fica às vezes a se perguntar, como é que pode.

Quando desci do prédio, logo de cara uma situação inusitada: Um mendigo urinando no canteirinho da esquina. Porra... isso aqui não é banheiro público.

Duas quadras mais adiante, perto da estação do metrô, uma batida de carro, e tudo porque um zé mané tascou o olho na loirinha de mini-saia que andava pela calçada sem lembrar que estava com a dona encrenca no banco do carona... tomou uma bolsada na cara e uma facada na carteira... pois bateu numa Pajero novinha!

Como estava meio atrasado, não parei pra ver o que ia render isso, e continuei meu caminho. Chequei no metrô, passei pela catraca, fui descendo a escada rolante... como a galera aqui ta sempre com pressa, ninguém fica esperando a escada te levar pra cima ou pra baixo, aproveita-se o movimento e continua a dar as passadas em cada degrau para chegar mais rápido. Nisso me vem uma mulher cheia de sacolas e não percebe que seu filho pára pra amarrar o cadarço do tênis e da-lhe uma trombada no muleque... ainda bem que já estava no fimzinho e o garoto só rolou 2 degraus... Mas uma pérola para uma vídeo cassetada.

Já na Central do Brasil, peguei o trem e continuei o meu destino. Eis que em uma das estações, naquele empurra empurra, o maluco foi sair do vagão mas a bolsa dele ficou presa na porta... o trem começa a andar e o cara lá agarrado... maior desespero... todo mundo gritando e o cara lá tentando correr de lado, sem noção eu disparei a rir, e de repente o cara me some... caiu da plataforma no meio dos trilhos... o trem dá aquela parada brusca e todo mundo faz o maior silêncio. Porra... nunca vi uma coisa assim... também pudera... primeiro de abriu... não podia deixar essa data passar em branco.

[]´s a todos!


Termos utilizados e seus significados:

Urinando: Não queria dizer que o cara tava mijando... ops... agora eu disse!
Tascou: Neste caso, fixar o olhar.
Dona encrenca: Elas não sabem, mas as esposas geralmente recebem esse singelo apelido de seus maridos.
Trombada: Como não estamos falando de chuva... significa esbarrar com rigidez, de forma a deslocar o seu corpo ou o da outra pessoa da posição original.
Maluco: Como não estamos num hospício... pelo menos eu acho que não... significa um indivíduo qualquer.

Postado Originalmente em: http://vidaurbanaesuburbana.blogspot.com/

 

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